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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Erro ou acerto?


Durante os últimos dias eu venho observando que as pessoas tem medo de errar, não apenas medo de errar, mas medo de admitir que são passiveis de erros.
Muitas pessoas das quais eu conheço se demonstram totalmente imaturas ante ao reconhecimento de suas condições humanas neste quesito.
Ora, quantas vezes já erramos e quantas ainda erraremos, desacreditar nisto é cometer um dos piores erros uma vez que isto é arrogância também.
Nossas vidas seriam tão mais fáceis se admitíssemos que erramos. Admitir os erros é fazer com que eles não ocorram novamente.
Quando somos rudes com alguém e reconhecemos que a maneira com a qual tratamos a pessoa foi errada, certamente observaremos como tratamos as outras pessoas.
Não existem super-homens ou super-mulheres, mas sim homens e mulheres comuns, que erram, que sofrem, que fazem sofrer, que fazer escolhas erradas e sofrem as punições destas escolhas.
Mas quando nos deparamos com a escolha certa e não temos coragem de fazer o que é certo por medo de errar, estamos apenas nos afundando ainda mais nos erros.
Vaidade, arrogância, prepotência, em nada nos leva, isso serve para mim também que tenho estes defeitos, mas procuro corrigi-los, até escrevo isto para mim, como motivo de me fortalecer ainda mais na mudança e melhoria do meu ser.
Sofrer por medo de errar, sofrer por medo de tomar a decisão que se quer tomar só aumenta a tormenta, só faz com que o erro se acumule como uma bola de neve, crescendo enquanto rola ladeira abaixo e destruindo tudo e a todos por onde passa.
É difícil sim aceitar que erramos, não gosto de saber que sou frágil, que sou passível aos erros, dói quando você descobre que errou, dói mais quando te falam isso, mas essa dor deve ser transformada em força para que a mudança seja como a bola de neve, destruído todo o erro deixando apenas espaços para os acertos.
Então, não tenha medo de errar, pois pode ser enfrentando o medo de errar que você vai fazer a coisa mais certa da sua vida, vai encontrar a paz e a felicidade que todos procuram.

Ria, sofra, chore, dance, quebre alguns ossos, mas viva sem medo de errar!!!

domingo, 24 de outubro de 2010

Nova Ordem Mundial.

Quem nunca ouviu falar sobre a tal “Nova Ordem Mundial”?
Estava lendo um artigo que tratava disto, bem superficialmente, e me chamou muita atenção este tema, por isso decidi ir mais a fundo, claro, há muito a saber ainda, mas resolvi postar o que aprendi como forma de reflexão a todos, bem, vamos ao assunto.
Na realidade, o que é a Nova Ordem Mundial?
A Nova Ordem Mundial consiste em uma centralização político-social e geopolítica. Interessante pensar sobre isso, pois começamos a temer uma conspiração mundial, mas na verdade talvez até o seja.
Ora, imagine que a N.O.M. (sigla comumente usada) tem inicio pelo capitalismo. É impossível não ser.
Quando alguém se insere no mercado e cresce, chega a um patamar que não tem mais para onde crescer e o que lhe resta é perpetuar tal situação, mas o mercado que lhe criou já não pode mais oferecer isso, na verdade, o mercado passa a ser uma ameaça, logo, o sujeito deve abandonar o mercado, não pode mais estar sujeito as leis de mercado.
Neste momento, vemos que o sujeito já não possui mais uma mentalidade capitalista, mas sim dinástica, alguém que vai garantir a perpetuação das suas conquistas.
Se formos buscar a origem da dinastia, vemos que nasceu na Europa, no campo da guerra, pois são pessoas que conseguiram organizar e impedir invasões e assim foram premiadas com terras e posses, tornando-se uma casta unicamente de ordem politicamente militar, não econômica, nunca econômica.
Mas esbarramos em um problema, pois quando “as grandes fortunas” pensam de forma dinástica, e não podem mais se submeter ao mercado, só possuem uma saída, dominar o estado.
Estas pessoas, são chamadas de meta-capitalistas, uma vez que transcenderam a simples condição capitalista.
A eles o capitalismo não interessa mais, claro que o comunismo também não interessa uma vez que a economia comunista é falida.
A economia comunista tem por definição de ser uma economia planificada, ou seja, é uma economia que necessita de calculo de preço e como se faz isso? Simples, através do mercado. Mas se o mercado é abolido, não tem preço, se não tem preço não tem calculo de preço e por consequência, não existe economia planificada, logo, acreditar na economia comunista é acreditar em um quadrado redondo.
Na antiga Rússia, nos seus tempos de comunismo, existia sim o capitalismo, oculto, mas ele estava presente, existiam os dois polos, e obviamente isto era vantajoso, ser o dono dos dois lados, assim como é hoje na China, um estado comunista com uma das maiores forças capitalista mundial.
É isso que as elites aristocráticas sabem e é isso o que vem acontecendo no mundo e enfim chegamos ao ponto centra da discussão.
Não pensem que as elites querem implementar essa politica social para promover igualdade entre as pessoas, não, eles querer é se manter acima dos outros.
Como isso?
Impedindo o crescimento exacerbado de quem não faz parte desta cúpula, através da manutenção do mercado mas também da restrição do mercado.
Ora, veja o que esta em pauta no mundo hoje, meio ambiente, investimentos sociais, valorização do ser humano, direitos humanos.
A aristocracia precisa do mercado vivo mas também precisa da morte dele, só uma forma de fazer isso, política social.
Agora se isso é conspiração ou uma nova forma de se ver o mundo, tire suas próprias conclusões.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mini curso de Direito Previdenciário

Olá.
O DA Des. Alexandre Victor de Carvalho irá oferecer o Mini Curso de Direito Previdenciário no Campus Floresta sábado, dia 23/10/2010 ás 09:00.
A inscrição poderá ser feita na sala do DA ao custo de R$ 5,00 (cinco reais) mais 1Kg de alimento não perecível, você aprende e ajuda as pessoas.

Não percam.
Abraços.

domingo, 17 de outubro de 2010

Para se elogiar?

A mudança da sociedade com o passar dos tempos e a criação de novas prioridades vem mudando a forma como vemos e vivemos o mundo.
A busca desenfreada por dinheiro, sucesso, realizações materiais vem mudando a moral do povo, principalmente do brasileiro.
Hoje em dia é comum ver pessoas nos ônibus ocupando lugar de idosos, grávidas, deficientes ou de pessoas que não tem condições de ficarem em pé por estarem com um braço quebrado ou perna quebrada.
As pessoas te olham com cara feia se um dos trinta livros que você carrega bate em sua cabeça ou ombro.
Não é só questão de cultura, mas questão de caráter.
Se você se levanta para ceder o lugar a quem necessita, as pessoas vem elogiar sua atitude, falando que foi lindo o que você fez, “parabéns”, “que lindo”, “nossa, que educação”.
Meu deus, isso é motivo para ser recompensado?
Se você vê algo de errado no seu trabalho e corrige, qual o motivo para se elogiar?
O caráter esta tão escasso, tão incomum a sociedade que quando se age da maneira correta, todos estranham e te vêem como uma pessoa diferente.
Ora, qual a diferença? Apenas porque uns aplicam e outros não?
O pior é ver que pessoas que elogiam quem tem caráter e vêem isso como uma boa coisa, não aproveitam as oportunidades para exercitar aquilo que o ser humano tem de melhor, o seu caráter.
Recompensar quem faz a coisa certa não é necessário, os elogios devem ser guardados para uma boa música, para um bom espetáculo teatral, um bom filme, uma boa comida, para o caráter, basta ter e por em prática, pois mesmo quando se faz esperando o reconhecimento, não é caráter, mas vaidade disfarçada.



Só por curiosidade, olha um vídeo que retrata a falta de educação X falta de caráter.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Brasil do Lula - Zé Ramalho

Recebi por e-mail esta música do Zé Ramalho e simplesmente não há mais o que se dizer,  a letra, brilhante e verdadeira, diz tudo, vida eterna ao grande Zé Ramalho.

Tô vendo tudo, tô vendo tudo/ Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo/ Um país que crianças elimina/ Que não ouve o clamor dos esquecidos/ Onde nunca os humildes são ouvidos/ E uma elite sem deus é quem domina/ Que permite um estupro em cada esquina/ E a certeza da dúvida infeliz/ Onde quem tem razão baixa a cerviz/ E massacram-se o negro e a mulher/ Pode ser o país de quem quiser/ Mas não é, com certeza, o meu país/ Um país onde as leis são descartáveis/ Por ausência de códigos corretos/ Com quarenta milhões de analfabetos/ E maior multidão de miseráveis/ Um país onde os homens confiáveis/ Não têm voz, não têm vez, nem diretriz/ Mas corruptos têm voz e vez e bis/ E o respaldo de estímulo incomum/ Pode ser o país de qualquer um/ Mas não é com certeza o meu país/ Um país que perdeu a identidade/ Sepultou o idioma português/ Aprendeu a falar pornofonês/ Aderindo à global vulgaridade/ Um país que não tem capacidade/ De saber o que pensa e o que diz/ Que não pode esconder a cicatriz/ De um povo de bem que vive mal/ Pode ser o país do carnaval/ Mas não é com certeza o meu país/ Um país que seus índios discrimina/ E as ciências e as artes não respeita/ Um país que ainda morre de maleita/ Por atraso geral da medicina/ Um país onde escola não ensina/ E hospital não dispõe de raio-x/ Onde a gente dos morros é feliz/ Se tem água de chuva e luz do sol/ Pode ser o país do futebol/ Mas não é com certeza o meu país/ Tô vendo tudo, tô vendo tudo/ Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo/ Um país que é doente e não se cura/ Quer ficar sempre no terceiro mundo/ Que do poço fatal chegou ao fundo/ Sem saber emergir da noite escura/ Um país que engoliu a compostura/ Atendendo a políticos sutis/ Que dividem o brasil em mil brasis/ Pra melhor assaltar de ponta a ponta/ Pode ser o país do faz-de-conta/ Mas não é com certeza o meu país/ Tô vendo tudo, tô vendo tudo/ Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Política do pão e circo

   Todos já ouvimos vez ou outra a expressão “pão e circo para o povo”, isto tem origem na Roma antiga,quando o crescimento urbano e o grande interesse por ser um cidadão romano tornaram as cidades populosas mas sem condições de abrigar a todos.
   Ante a esta situação, o imperador da época, Tito Flávio Vespasiano, criou o governo do “panem et circences” que nada mais é que “pão e circo”. Esta “filosofia” de governo se pautava no medo de revolta que poderia ser criado na população ante as dificuldades que o acumulo populacional gerava, fome, desemprego, violência, miséria, etc.
Com esse medo o Imperador Vespasiano começou a promover grandes atrações (lutas de gladiadores) aberto ao público e neste momento, era distribuído a população pão, trigo e afins. Ora, a população se divertia com a carnificina dos gladiadores e se alimentava, isto fazia com que os problemas fossem ignorados, não esquecidos ao contrário do que muitos falam, e com isso a paz reinava em Roma.
Existem relatos, não sei até onde confiáveis, que nesta época foram criados 175 feriados no ano, ou seja, 47% do ano era dedicado ao “circo de Vespasiano”.
Após um breve relato histórico, podemos nos perguntar, nosso presidente é o Lula ou o Vespasiano?
   Eu diria Vespasiano.
   No Brasil vivemos essa política uma vez que o pão é distribuído através das bolsas escolas, bolsas famílias, bolsas isso, bolsa aquilo à famílias de baixa renda (as que mais sofrem com o crescimento urbano e desigualdade social), gerando assim uma falsa sensação de conforto fazendo com que ignorem o desemprego, a pobreza, a desigualdade social, impedindo que se gere o sentimento de revolta contra o governo.
   Ah, não nos esqueçamos do circo!!!
   Lógico que não vou ser hipócrita nem falso, gosto de futebol e acompanho, mas com limites, mas o brasileiro em geral é um fanático por futebol e o que mais lhe interessa é o resultado dos jogos, sendo do seu time ou não, com quantos zagueiros o time jogou, com quantos alas, atacantes ou o esquema tático deste ou daquele técnico e etc., ignorando por completo casos de corrupção, leis inúteis ou ridiculas.
Com isso, cada vez mais o Governo investe nos estádios e apoio aos times de futebol que por ai estão. Não nos esqueçamos de 2014 e 2016, Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil. Não sou  totalmente contra pois irá atrair investimento e modernização, mas a que custo?
   Esqueçam o financeiro, pensem no social, qual o custo disso? Agora em 2010 fomos bombardeados por uma Copa que nem ao menos sabemos o que aconteceu nesse período, mas sabemos o nome do careca que eliminou o Brasil, ou do careca que marcou o gol da Espanha, quem beijou quem no final da copa, mas as noticias não sabemos.
   Pois bem, eis o circo em seus muitos coliseus espalhados pelo Brasil, Mineirão, Morumbi, Olimpico, Arena da Baixada, Engenhão, Maracanã e por ai vai.
Entretanto amigos, no nosso circo, os palhaços são os espectadores que não se tocam que somos um povo sem educação (cultural e intelectual) que importa-se apenas com seus interesses pessoais, com jogos e esquecem-se do descaso governamental.
   Precisamos de Cultura, de Educação, de Vergonha na cara e acabar de vez com a política do pão e circo e passar a viver a política do Correto e Honesto!

Um forte abraço a todos e um ótimo final de semana, com mais livros e menos circo!!!